Qual é mesmo o motivo da greve?

Qual é mesmo o motivo da greve?
Qual é mesmo o motivo da greve?

A história recente da Educação do Rio Grande do Norte todos conhecem de cor e salteado. Mas, para ilustrar o comentário da coluna, uma rápida passagem para avivar a memória:

De 2003 a 2010, período que compreendeu a gestão da ex-governadora Wilma de Faria (PSB ), o Estado teve nove secretários de Educação, média de mais de um por ano. A pasta trocou de dono de acordo com as conveniências políticas do então governo. Foi comandada pelo PSB, pelo então PFL, PPS, PP e PR.

Com o rodízio de secretários e a completa falta de uma política educacional, o resultado não poderia ter sido mais desastroso. O ensino público estadual desceu à condição de lanterninha no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e ocupou as últimas colocações em todas as provas de avaliação aplicadas por instituições nacionais.

O quadro era assustador. Escolas sucateadas, déficit de professores, transporte escolar ineficiente e salários achatados dos trabalhadores em educação; o caos.

Era preciso tratar a Educação com seriedade.

Foi com essa missão que o atual governo assumiu o compromisso com o ensino público estadual, destacado no discurso de posse da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), no dia 1.º de janeiro de 2011. A primeira medida: escolher um técnico com capacidade comprovada para conduzir a  Educação. O Governo foi buscar a professora Betânia Ramalho, nos quadros da Universidade Federal do RN (UFRN).

Mais do que isso: deu total e irrestrita liberdade para implantar um projeto educacional, eliminando por completo qualquer tentativa de interferência político-partidária.

Nesses dois anos e sete meses, foi possível encaminhar a Educação de forma correta, com melhorias inquestionáveis, principalmente para os trabalhadores. Veja que os professores receberam aumento salarial de 76,82%. Quem ganhava R$ 990,00 em 2010, passou a receber R$ 1.644,00.

O RN é um dos nove Estados brasileiros a implantar plenamente o piso nacional de salário do Magistério. Soma-se, aí, o concurso público da Educação, com a convocação de mais de 3 mil novos professores.

Mas, é claro que ainda falta muita coisa para o Estado ter um ensino público de qualidade, como todos sonham e têm direito. Todavia, é impossível consertar em 30 meses os desmantelos de década, e, ainda por cima, enfrentando uma política irracional, em que o interesse partidário é colocado acima da responsabilidade educacional.

Veja a greve política que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (SINTE-RN) conduz no momento, em prol de seus líderes.

César Santos

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