Greve política e a reação do governo

Greve política e a reação do governo
Greve política e a reação do governo

A greve comandada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do RN é política. A afirmação da secretária estadual de Educação, professora Betânia Ramalho, é justificada por números: em dois anos e meio, os professores do Estado receberam aumento salarial de 76,8%.

Logo, a categoria não tem do que se queixar. Daí, a afirmação que o movimento atende a interesses políticos do sindicato.

Segundo Betânia Ramalho, o Sinte-RN reage ao fato do Estado não ter como tirar professores da sala de aula para servir ao sindicato. A decisão da secretaria foi tomada por recomendação do Ministério Público Estadual, que viu irregularidades na liberação dos profissionais.

Mas há outra razão, muito mais forte. O Sinte-RN é comandado pelo núcleo forte do PT, que há meses iniciou campanha eleitoral visando 2014, levando os nomes dos deputados Fátima Bezerra e Fernando Mineiro.

Não por coincidência a greve do Sinte-RN se junta aos movimentos da saúde e da segurança, atingindo três áreas importantes do serviço público e que são as mais reclamadas pela população potiguar.

Também não por coincidência as greves surgem no momento que a crise financeira atinge o Estado, com medidas adotadas pelo governo de contenção de despesas que alcançam todos os poderes.

O Governo do Estado vai pedir na Justiça e ilegalidade de greve do Sinte. E a partir de hoje, conforme anunciou Betânia Ramalho, os professores em greve terão o ponto cortado.

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