Garibaldi avisa que PMDB não disputar o Governo 2014

Garibaldi avisa que PMDB não  disputar o Governo 2014
Garibaldi avisa que PMDB não disputar o Governo 2014

Edilson Damasceno

Da Redação/Defato

No RN, tal qual o quadro de Brasília, o PMDB vislumbra 2018; mas até lá, 2014 precisa ser encarado de maneira serena para evitar que os planos ao futuro não sejam ameaçados por arroubos do presente

O PMDB potiguar, ao que parece, está sem controle do que seus filiados afirmam. Em um dia, o deputado estadual Nelter Queiroz afirma que a legenda terá nome ao Governo do Estado e que o caminho mais certo seria o distanciamento dos peemedebistas com o governo democrata Rosalba Ciarlini. No outro dia, vem o ministro da Previdência Social, senador licenciado Garibaldi Alves Filho, afirmar que não existe a história de que o partido vá apresentar candidato, pois o PMDB não dispõe de nomes interessados. O próprio Garibaldi tem descartado que possa entrar na disputa e reitera que os peemedebistas estão em sintonia com a governadora por meio do que ele diz ser “voto de confiança”. Daí, entende-se que falta sintonia entre os peemedebistas. O certo é que a legenda tem ocupado mais espaços no governo e, caso a tese de aliança seja sequenciada, a chapa que se especula unirá Democratas/ PMDB, PP, PMN e PR.

O que está em jogo não é apenas a reeleição da governadora Rosalba Ciarlini. O PMDB sabe que para romper com o governo democrata é preciso que apresente um candidato ao Governo. Algo que, segundo tem dito Garibaldi Filho, seria impossível diante da inexistência de um nome que apresente robustez política para ir à disputa. Além disso, não faz sentido haver o distanciamento se o PMDB apoiar algum nome posto pela oposição.

A tese de que PT, PMDB, PDT e PSB poderiam formar um chapão, até agora, não surge como possibilidade viável. Até pelo fato de se ter interesses em comum envolvendo PT, PMDB e PSB: os três partidos pensam na única vaga do RN ao Senado. E é nessa vaga que estão de olho os deputados federais Henrique Eduardo Alves (PMDB) – presidente da Câmara Federal – e Fátima Bezerra (PT), bem como a vice-prefeita de Natal e ex-governadora Wilma de Faria (PSB). Diante dessa dessintonia, difícil imaginar a aliança desses partidos. Nem mesmo para atender orientação nacional.

Como não se consegue vislumbrar outra opção para o PMDB, surgem perguntas: o deputado estadual Nelter Queiroz estaria soltando “balão de ensaio” para chamar a atenção de quem? As críticas do também deputado estadual Walter Alves (PMDB) – filho de Garibaldi – atendem orientações do pai? As respostas ainda não surgiram. Contudo, é sabido que o PMDB não quer perder o bom momento por qual passa em Brasília, seja no Governo Federal ou no Congresso Nacional.

No Rio Grande do Norte, tal qual o quadro de Brasília, o PMDB vislumbra 2018. Mas, até lá, 2014 precisa ser encarado de maneira serena para evitar que os planos ao futuro não sejam ameaçados por arroubos do presente. E, antes de pensar em eleições, o partido tem que, primeiro, resolver as divergências internas para partir às definições, sejam de candidatura própria ou de alianças para apoiar o DEM ou outro partido.

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