Está na hora de ‘privatizar’ o futebol mossoroense

Está na hora de ‘privatizar’ o futebol mossoroense
Está na hora de ‘privatizar’ o futebol mossoroense

Reportagem assinada pelo jornalista Marcos Santos, nosso editor de Esportes, revela que o Baraúnas vai aproveitar o jogo contra o Santa Cruz no domingo, 28, na capital pernambucana, transmitido pela Rede Brasil, para protestar contra a falta de apoio financeiro dos governos municipal e estadual.

Na palavra do presidente Eudes Fernandes, o tricolor mossoroense vai mal das pernas no Brasileiro da Série C porque a Prefeitura de Mossoró e o Governo do Estado deram as costas para o futebol.

Passionalidade à parte, próprio do futebol, o problema não é bem esse.

Primeiro, protestar contra a Prefeitura de Mossoró é uma tremenda ingratidão. Desde 2004, ainda na gestão da prefeita Rosalba Ciarlini (DEM), que Baraúnas e Potiguar recebem cota financeira para estampar a logomarca do Município nos seus uniformes.

Neste ano, a gestão Cláudia Regina (DEM) liberou R$ 300 mil para os dois clubes, com todas as parcelas já quitadas.

Em 2012, na bela campanha da Série D do Brasileiro, que permitiu o Baraúnas subir de categoria, indo para a C, o Governo do Estado liberou R$ 150 mil.

Agora, diante de uma situação financeira delicada pela qual todas as gestões atravessam (municipal, estadual e federal), não é razoável um protesto contra a falta de apoio (dinheiro) para o futebol.

A parceria, saudável, ocorre não apenas quando um ou outro lado está sendo atendido ou beneficiado, mas no contexto geral. Se a Prefeitura e o Governo do Estado não acenaram para ajuda financeira até aqui, não é elegante da parte da diretoria do Baraúnas ou do Potiguar lançar críticas contra quem sempre estendeu a mão.

E observe que a Prefeitura, apesar de não ter orçamento para patrocinar a dupla Potiba no segundosemestre do ano, vem garantindo o apoio para que o estádio Manoel Leonardo Nogueira possa permanecer aberto para jogos do Brasileiro.

Antes do protesto, os dirigentes deveriam – ou devem – fazer uma avaliação da atuação das diretorias. O Baraúnas, por exemplo, sabia que disputaria a Série C do Brasileiro desde novembro de 2012; e o que a diretoria fez, além de esperar pelo dinheiro público, para se preparar para a competição nacional?

Algum trabalho com sócio-torcedor, criação de fonte de receita, parceria com a iniciativa privada? Nada, absolutamente nada.

O fato é que existem a acomodação e a dependência dos dirigentes do dinheiro público, e quando isso não acontece, o futebol mossoroense desce ladeira, como está acontecendo agora. E olhe que a hegemonia do futebol norte-rio-grandense é de Mossoró, com título de campeão estadual 2013 conquistado pelo Potiguar.

 

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