DEIXE A VIDA ME LEVAR...

DEIXE A VIDA ME LEVAR...
DEIXE A VIDA ME LEVAR...

Coluna César Santos - 29 de novembro de 2020

A prefeita Rosalba Ciarlini (Progressistas) iniciou uma agenda intensa desde a semana seguinte das eleições de 15 de novembro. Visitas nos bairros, lançamento e inauguração de obras, prestação de contas à população e bem ativa nas redes sociais. Nem parece que está se despedindo do cargo que exerce, com gestão a ser encerrada daqui a 32 dias.

Sem dúvida, chama a atenção a motivação de Rosalba e sugere especulações. Para os mais açodados, Rosalba já está em campanha para 2022. Formaria dobradinha com o deputado Beto Rosado (Progressistas), um federal e outro estadual, ou seria candidata ao Senado da República, onde ela cumpriu mandato entre 2007/2010.

Calma, gente. Rosalba está sendo Rosalba. Ele sempre foi assim. Na vitória ou no momento adverso.

A derrota nas urnas municipais deste ano não a levou à lona, nem a fez recuar do seu estilo de fazer política. Rosalba cumpriu agenda administrativa no dia seguinte, elaborou uma agenda extensa de atividades, elencou mais de duas dezenas de obras que vai inaugurar durante o mês de dezembro e foi para as ruas fazer contato com o povo.

Rosalba é assim. Essa característica sustenta a sua popularidade, que rendeu quatro vitórias para Prefeitura de Mossoró (1988, 1996, 2000 e 2004), uma de senadora (2006) e outra de governadora do Rio Grande do Norte (2010). Se isso renderá outros mandatos no futuro, ou sustentará outros projetos político-eleitorais, não é possível afirmar, no entanto, ninguém pode tirar a força e determinação que Rosalba tem. Já provou isso em outros momentos adversos.

Ademais, as urnas ofereceram leitura de simples entendimento: o cidadão-eleitor se dividiu entre a renovação do mandato da prefeita e a mudança de gestão com Allyson Bezerra (Solidariedade). Venceu a segunda opção por uma diferença de menos de 5% de votos. Ou seja, a cidade saiu das urnas dividida. Allyson, forte porque foi eleito. Rosalba, forte para fazer oposição.

Pois bem.

Cabe a Rosalba decidir o que ela fará com os 59.034 votos recebidos, quase 43% do eleitorado local. É um patrimônio popular considerável.

Aos amigos, ela tem repetido verso do sucesso de Zeca Pegadinho: “Deixe a vida me levar, vida leva eu...”

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